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DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E TURISMO

Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo
Sexta, 15 Dezembro 2017 16:32
ARTESANATO

Alagoas Feita à Mão transforma arte popular em oportunidade, diz Renan Filho

Governador e primeira-dama entregam coleção de presentes governamentais produzida por artesãos e livro sobre processo criativo e desenvolvimento de peças

Projeto foi realizado com artesãos de 12 municípios alagoanos e une tipologias diferentes nas peças desenvolvidas. Projeto foi realizado com artesãos de 12 municípios alagoanos e une tipologias diferentes nas peças desenvolvidas. Kaio Fragoso
Texto de Petrônio Viana

O governador Renan Filho, a primeira-dama Renata Calheiros e o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, lançaram nesta sexta-feira (15), no Museu Palácio Floriano Peixoto, o livro com a coleção e a nova linha de presentes governamentais, resultados do projeto Alagoas Feita à Mão, idealizado pela primeira-dama e executado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com o Gabinete Civil e Imprensa Oficial Graciliano Ramos.

Na avaliação do governador Renan Filho, por meio do projeto Alagoas Feita à Mão, o intuito é valorizar e divulgar a arte popular alagoana, levando o trabalho de artistas locais a todos os recantos do Brasil e do mundo. “Essa é a primeira publicação de um processo de estímulo verdadeira da arte popular, da valorização dos nossos artesãos, da entrega da nossa arte a outras autoridades, levando ela a mais lugares, ganhando mercado e transformando essas peças em emprego, em renda, em oportunidade, em melhoria da qualidade de vida de pessoas em comunidades remotas, mas geniais na criação. Valorizar o artesanato e a arte popular é valorizar a história do nosso povo, dar oportunidade a quem mais precisa, chegar mais perto de quem nasceu com uma vocação e agora está tendo a oportunidade de ver sua vocação ser reconhecida”, disse o governador.

“No passado, o Governo de Alagoas custeou as despesas do pintor Rosalvo Ribeiro, que retratava a elite da época, para que ele morasse na França. Ribeiro pagava ao Estado em obras, que hoje ornamentam as paredes do Palácio Floriano Peixoto. Ele ganhou o mundo e suas obras ficaram aqui. Hoje, nós abrimos as portas do Palácio Floriano Peixoto para trazer para cá a arte do povo alagoano, para dividir o recurso que outrora era destinado a representantes da elite intelectual alagoano com tantos talentosos alagoanos sempre esquecidos pelo poder público. Isso cria um novo ambiente. Com isso, a arte ganha o mundo, cria asas, transforma-se em algo muito mais representativo”, lembrou Renan Filho.

Lembranças

A linha de presentes institucionais lançada pelo Governo de Alagoas visa padronizar as lembranças diplomáticas ofertadas pelo governador e secretários de Estado a autoridades, instituições e parceiros. As peças foram criadas por 12 artesãos alagoanos de todas as regiões do Estado, integrando materiais e técnicas para reproduzir a identidade cultural de Alagoas. O trabalho foi coordenado pelo arquiteto e designer alagoano Rodrigo Ambrósio. Já o livro Coleção Alagoas Feita à Mão conta o processo produtivo dos presentes governamentais, desde a seleção dos artesãos à pesquisa de técnicas e matérias-primas utilizadas nas seis peças apresentadas.

O artesão Genilson Lima, da Barra de Santo Antônio, ressaltou a satisfação em ver o trabalho dos artesãos alagoanos valorizado. “Hoje as atenções de todos estão voltadas para o nosso trabalho. Estou muito feliz de participar desse projeto. Esperamos que outros projetos possam trazer novos talentos para serem expostos. Nosso Estado tem muitos artistas e esse trabalho vai abrir as portas para essas pessoas, com a divulgação do que é produzido aqui”, disse o artista.

De acordo com a primeira-dama Renata Calheiros, hoje 13 mil artesãos estão cadastrados como artesãos em Alagoas, o maior número de artistas credenciados no Brasil. “Essas peças representam parte das ações do governo para resgatar o orgulho do povo alagoano por meio da arte popular. Esse programa busca abrir as portas dos ateliês, estar ao lado do artesão, dar-lhes apoio e a confiança de que ele pode ser mais. Não por acaso, essa coleção está sendo lançada no ano em que Alagoas completa 200 anos. Estamos exaltando um dos patrimônios do nosso Estado, preservando nossa identidade e nossas tradições, com o olhar no caminho do desenvolvimento social e econômico”, explicou.

“Hoje apresentamos o resultado de um profundo estudo da produção artesanal alagoana, das nossas raízes, da história do nosso povo, que, com as próprias mãos, materializa a sabedoria popular. Lançamos essas peças com objetivos importantíssimos, visando ao fomento, à preservação e à divulgação do artesanato. Por trás de cada tecido, barro, madeira e todas as outras tipologias, tem a alma de um povo que produz arte espontânea, ingênua, a arte representada por histórias de vida”, afirmou a primeira-dama.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, o apoio do Governo do Estado à arte popular alagoana tem gerado um ambiente favorável ao desenvolvimento da atividade. “A maioria das pessoas não conhece o poder transformador do artesanato dentro de uma comunidade, em termos de desenvolvimento econômico e, principalmente, no desenvolvimento socioeconômico. A maioria das comunidades se integra e passa a produzir e, quando conseguem entrar no mercado de trabalho, aquilo muda a vida de muita gente. Dentro da Sedetur, o programa Alagoas Feito à Mão tem todo o carinho e a atenção, porque, sem dúvida, nós temos noção da importância do artesanato na vida dessas pessoas”, disse o secretário.

Também participaram do lançamento o vice-governador e secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, superintendente do Sebrae em Alagoas, Marcos Vieira, o presidente da Imprensa Oficial, Dagoberto Omena, o presidente da Emater/AL, Elizeu Rego, os secretários de Estado da Comunicação, Enio Lins, da Cultura, Mellina Freitas, da Ressocialização, Marcos Sérgio, da Prevenção à Violência, Esvalda Bittencourt, da Mulher e Direitos Humanos, Cláudia Simões, além de representantes do trade turístico e de várias associações e cooperativas de artesãos.

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